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Anjos de Resgate

Em 03 de outubro, a Paróquia Cristo Redentor, recebeu o grupo Anjos de Resgate, que é composto por: Eraldo Mattos (baixo), Marcelo Duarte (vocal e violão), Maikon Máximo (bateria), Demian Tiguez (guitarra) e Francis Botene (teclado). O Anjos é muito conhecido no cenário da música católica. Eles têm 6 CDs e 2 DVDs gravados, além de muita história para contar. Acompanhe a entrevista que o Eraldo concedeu à Pascom (Pastoral de Comunicação) da Paróquia:

Pascom: O Anjos de Resgate iniciou em 2000. A ideia principal era que fosse uma dupla. Como foi que, com o tempo, acabou se tornando um Grupo?


Eraldo: Em 2000 Dalvimar Gallo e Marcos Pavan entraram em contato com a Codimuc para lançar um CD. Na verdade, tomei conhecimento do CD através de uma amiga, a Adriana. Os integrantes da dupla estavam enfrentando problemas particulares, no entanto, a ideia era continuar vivendo. E como o Dalvimar já estava engajado com a obra de Deus, juntou-se ao Pavan e resolveram fazer um CD. Quando eu ouvi o CD, eu percebi que era muito bom, mas senti que aquilo era mais que uma dupla. Então chamei os dois para conversar e disse: ‘não pode chamar Marcos e Dalvimar, isto é Anjos de Resgate!’. Porém eu não tinha idéia do que era Anjos de Resgate, mas afirmei que o nome tinha que ser este. Contudo eu não tinha noção de que o Anjos iria se tornar o sucesso que se tornou e nem que eu iria estar nele. Eles acolheram a ideia e o Anjos nasceu! O Pavan, que integraria a dupla, não quis participar do projeto e nem começou.


Todos vocês compõem?

Sim. Todos somos compositores nessa nova formação.


Como é o processo criativo para a composição das músicas?

A maioria das músicas eram compostas pelo Dalvin, mas era assim: ou ele fazia baseado em alguma pregação minha ou então em alguma conversa que havíamos tido. Por exemplo: o CD “um só coração” nasceu do que a gente estava vivendo nas missas. Nós tivemos uma vida eucarística muito forte, com adoração, com o sangue de Cristo. Então este CD aconteceu em nossas vidas.


Qual a principal função da música religiosa (católica), na opinião de vocês?

A música tem a capacidade de tocar o coração do homem em um lugar onde a palavra não consegue chegar. A palavra chega, mas não sensibiliza tanto como a música. Ainda tem um fator positivo: a música fica em você e, automaticamente, você fica cantando. Fica uma semente em seu coração. A função da música é preparar o coração do homem para a palavra de Deus.


Vocês acabaram de ser homenageados pela Câmara municipal de Cachoeira Paulista. Qual o significado disso para vocês?

É engraçado, porque quando se fala em Anjos de Resgate todo mundo conhece, mas em Cachoeira Paulista não somos conhecidos. Então foi um reconhecimento muito bacana, pois nós acabamos ficando muito pouco por lá e esta iniciativa de nos homenagear partiu da parte política da cidade.

Eu acredito que eles tenham pensado: ‘Nós temos uns caras que rodam o Brasil inteiro e não damos importância’.


Vocês foram o primeiro grupo de música católica a ganhar um DVD de ouro, certo? Fala um pouco disso: Na época, quando o DVD foi lançado, foi uma loucura e nem nós imaginávamos que as coisas aconteceriam daquela forma. Teve uma vendagem muito boa. Deus sempre nos surpreendeu na caminhada.


Eraldo, você já fez parte da Canção Nova. Por que você saiu?

Eu ainda sou Canção Nova. Eu apenas não posso fazer parte daquela estrutura. Quando eu saí da Canção Nova, o Monsenhor Jonas Abib e eu tivemos uma conversa. Naquela época a Canção Nova era pequena e o Monsenhor me disse: ‘A missão que Deus tem para você não dá para realizar na Canção Nova. Não tem espaço aqui para realizar a sua missão’. E, realmente, se eu tivesse ficado, não faria o que Deus tinha para mim.


Em 2008, o Dalvimar Gallo deixou o grupo por problemas de saúde. Como foi este acontecimento para os integrantes da banda?
Foi uma tristeza muito grande. Não imaginávamos que ele sairia. Um dia estava tudo bem e no outro nada estava bem. Foi surpreendente! Para nós foi engraçado, muitas vezes não vemos a mão de Deus. Tocamos sexta, sábado e domingo e aí ele falou que estava doente. Na quarta seria a gravação do DVD do Rosas de Saron e ele iria tocar. Foi aí que ele falou que não tinha condição.

Nesse momento, levantou-se um problema: quem iria tocar no lugar dele? Então o pessoal do Rosas sugeriu: ‘Vamos chamar o Demian!’. E assim foi feito: O Demian tocou no lugar dele no DVD e acabou ficando no lugar dele na Banda. Com certeza, Deus já tinha tudo programado.

Como foi para o Marcelo ser escolhido como vocalista?

Se tornar o vocalista do grupo, para o Marcelo, foi uma surpresa. Ele antes ficava no Back, ficava atrás. Foi muito bacana a atitude dele! Primeiro ele teve que passar a ser o cantor principal porque não era possível colocar outro cantor na banda. Nós já tínhamos muita história, como poderíamos colocar um cantor que não conhecia aquilo que já havíamos vivido? E o Marcelo fazia parte da história e cantava bem. Começamos com ele no teclado e colocamos um guitarrista para fazer um teste. Mas não deu certo, porque não iria ficar legal ele cantando lá preso no teclado. Então ficou a pergunta: quem colocaríamos no teclado? Foi aí que surgiu o Francis! O Francis tocava no Ceremonya nesta época. Então pensamos: ‘fica chato falar com ele!’. Então saímos em turnê para fazer shows e quando voltamos estourou a bomba: o Francis saiu do ceremonya! Ligamos imediatamente para ele e o convidamos para tocar com os Anjos e ele aceitou. Mesmo assim, ficou aquela coisa: a cada duas semanas trocava de guitarrista. Até que um dia resolvemos convidar o Demian que também aceitou fazer parte do Anjos. O Demian veio e fez um teste, afinal estava vindo de uma banda de metal, mas tudo fluiu legal. Inclusive a docilidade dele é uma bela qualidade. Aliás, todos sempre foram muito dóceis!


Como é a convivência entre vocês?

A convivência é muito boa. Nós não brigamos. Há alguns desentendimentos pequenos como quando um ou outro se atrasa. Aí o bicho pega mesmo, mas não dura cinco minutos e todo mundo se entende.


Vocês têm outras ocupações além da banda?

Temos outras ocupações sim. Eu tenho a empresa Codimuc e estou começando a preparar alguns livros. Os outros integrantes também tem seus afazeres: o Marcelo produz CD, o Demian e o Maikon dão aulas e assim vai.


Como é o assédio dos fãs? Eles respeitam por se tratar de uma banda católica ou têm aqueles mais abusados?

O assédio dos fãs é respeitoso, pois nós tratamos todos como amigos. Assim, não há clima. Às vezes percebemos que há um clima de farofa, mas aí entramos por outro lugar. Outro ponto é que ao terminar o show nós cumprimentamos o público, o que faz com que eles se sintam amigos e os levam a nos respeitarem.

Você comentou que pretende lançar livros. Que tipo de livro? Há algum pronto?

Todos os livros estão em fase de andamento. Tenho três ou quatro livros em andamento. Ano que vem o Anjos completará 10 anos e há um sobre a sobre a história do grupo. Há outro sobre a Codimuc. E ainda um sobre as pregações que faço no Anjos, pois a partir de 2007 eu comecei a gravá-las e percebi a riqueza que eu tinha guardada. E também um contando a minha história. Eu tenho muita história sobre música católica e não posso levar comigo.


Tem alguma música ou CD em especial que marcou de forma particular?

Para mim o CD que mais marcou foi o segundo. Isso porque teve muita, mas muita interferência de Deus. Primeiro tivemos a intercessão de Maria Santíssima. Além de mãe do Senhor Jesus, ela é rainha e tem um lugar especial. O segundo CD foi uma bomba para nós, uma revelação. Algumas músicas marcaram demais a nossa história. Muitas pessoas buscaram a comunidade por causa desse CD.


Deixe uma mensagem para quem vai ler esta entrevista:

Para os músicos: Eu deixo a frase do padre Zezinho: ‘Não existe música católica sem cruz, mas não existe cruz que não tenha luz’. E para o povo de Deus: Vamos em frente, que apesar de não ser fácil, ainda estamos ganhando!

 

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